segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Cantigas de viver


No ar
Os perfumes do inverno
Vão compondo
Cantigas de viver
Que a chuva traz.
Ora sou música,
Ora danço
Nas águas que se desmancham
Sem deixar vestígios
- numa clara certeza repetida -
De que sempre haverá
Um recomeço.

Maria Lúcia de Almeida

2 comentários:

spersivo disse...

Prezada amiga,
Gostei muito do seu poema: lindo, leve, solto, saltitante como a chuva. Abs> Silvio Persivo

Maria Lúcia de Almeida disse...

Obrigada,Silvio. Muito lindos são seus poemas. Volte sempre. Abraços.