Toda Prosa & Versos
Escrever livremente é experimentar um momento de doçura que a gente em silêncio transforma em palavras. Momento profundamente singular e magicamente passível de concretude - expresso e desvendado - da nossa poesia oculta.
terça-feira, 24 de março de 2026
Uma volta ao passado.
sexta-feira, 20 de março de 2026
A Partida
quarta-feira, 4 de março de 2026
Quando o dia não clareia
Maria Lucia de Almeida.
domingo, 27 de julho de 2025
O tempo e o Vento
" O vento que leva o que amamos é o mesmo vento que traz coisas que aprendemos a amar."
O Tempo e o Vento
Maria Lucia de Almeida
quinta-feira, 24 de julho de 2025
O Tempo das Margaridas
Maria Lucia de Almeida
quarta-feira, 16 de julho de 2025
Os últimos anos
Há uma delicadeza serena em viver os últimos anos. Como o entardecer que se estende dourado, a vida se torna mais silêncio do que pressa, mais presença do que planos.
Cada manhã é um presente embrulhado em luz,cada lembrança, um jardim secreto onde se pode repousar.
Já não é preciso correr, nem provar, nem vencer. Agora é tempo de sentir: o vento, a chuva, o riso, o afeto.
Viver os últimos anos é arte sutil: é saber despedir-se devagar, com gratidão nos olhos e o coração aberto feito céu de outono.
Porque mesmo no fim, há começo: no gesto simples, no olhar sereno, no amor que permanece.
Maria Lucia de Almeida.
terça-feira, 27 de maio de 2025
Instante flash
Hoje eu acordei com a alma leve, tão leve que acho que tropecei em mim mesma de tão solta. Não aconteceu nada , e talvez esse seja justamente o milagre: nada aconteceu e, ainda assim, eu estou feliz. Sabe aquele tipo de felicidade que não tem motivo nem desculpa? Pois é, tô nessa. Felicidade gratuita, sem CPF na nota. Não ganhei na loteria , ninguém me mandou flores, e o tempo lá fora está indeciso, como eu na frente da geladeira. E mesmo assim, olha eu aqui, rindo sozinha porque uma formiga se perdeu na pia e deu meia-volta como se dissesse: "Opa, desculpa, endereço errado."
Tem dias em que meu coração resolve fazer festa sem aviso prévio. Ele liga a música, estoura confete invisível e dança, mesmo que eu esteja só passando café. E quem sou eu pra reclanar? A verdade é que tem uma coisa deliciosa em não precisar de razões pra sorrir. Como se o universo, por um segundo, cochichasse: “Vai lá, pega esse instante de graça e aproveita. Ninguém tá olhando.” E eu aproveito. Porque ser feliz por nada é, no fundo, ser feliz por tudo que a gente esquece de notar: a luz atravessando a cortina, o vento rosçando na palmeira, o roncar da Nina ao meu lado, a sensação boa de estar em paz com o próprio caos.
Então hoje, se me perguntarem o porquê desse meu instante flash, eu vou responder com a maior sinceridade do mundo: não sei. Só sei que tá bom demais ser feliz assim ,de graça, à toa, e sem a menor vontade .
Maria Lucia de Almeida