quarta-feira, 25 de março de 2015

Muda a estação e a poesia.


O vento na tarde se faz outono
na espera da suavidade do frio.
Alguns sonhos em flor desvanecem
lentamente sobre o vazio.

Recolhem-se em silêncio e memória,
folhas frágeis do tempo vivido,
e buscam na alma o agasalho
para aquilo que ainda não foi esquecido.

Há uma ternura cansada no horizonte,
um céu pálido de despedida,
enquanto o vento atravessa a tarde
como quem folheia a própria vida.

 Maria Lúcia de Almeida

Nenhum comentário: