quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Última esperança


Das lembranças, a mais escondida
Sombra silenciosa e discreta
Ternura que se inunda e logo desvanece
Feito cheiro de flores à janela.

Sonho frágil, pouco acalentado
Entre águas claras se confunde
Barco leve, solto, segue à deriva
Desconhece seu porto de chegada.

Mas eis que no meio desse quase nada
Instante fulgas - retrocesso -
Surge qual ponto de retoma possibilidade
Da última esperança, ainda um resto!

Maria Lúcia de Almeida

2 comentários:

gil nordestino disse...

Olá Maria Lúcia, quero te parabenizar pelo teu blog!
Muito bonito! E os poemas que vc escreve então... gostei muito do teu estilo, vc me foi a confirmação de que há literatura de primeiríssima categoria sendo produzida e publicada pelos blogs aí a fora...

Prazer em lê-la, Gil Nordestino.

www.versosintemporais.com disse...

Gostaria de postar um comentário em casa verso,cada poema,em cada palavra....mas aqui deixo sintetizado todo o meu sentimento de profunda admiração por tudo que escreves.
Parabéns Lucia por nos permitir a invasão de tantos sentimentos em nossos corações.
Abraços,
Gilberto Vaz de Melo
Juiz de Fora-MG