quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Sensações


Um certo livro
Um pouco de brisa
Uma garoa fina de verão
Borrifando de perfume o acaso.

- Deliciosas sensações de bem estar -

Naquela tarde,
Um olhar de esperança
Pairou sobre os sonhos
E tudo o mais só foi detalhe.

Maria Lúcia de Almeida




domingo, 14 de dezembro de 2014

Quase amor




Quando o frio encontra a noite
Em um azul - mais azul que de Van Gogh -
Entre estrelas cintilantes
Sou abrigo e travessia.
-  Sublime desvario -
Das lembranças que nos une
Sou esse silêncio
Repleto de versos e rimas.

Maria Lúcia de Almeida

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Supernova


Minha alma
Supera limites
Desafios
Profundidades.
- Supernova -
Minha descoberta
Escrita nos céus.
Brilhante como em sonhos
- cria enlaces -
Como o mar
Unindo ao céu.

Maria Lúcia de Almeida


quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Caminhos





Caminho à tarde,
como quem recolhe instantes
caídos no tempo.

Há uma doçura leve no ar,
quase um sussurro,
quase saudade.

E, assim como o vento,
que toca sem pedir,
as lembranças me atravessam,
quietas, profundas.

Levando-me de volta,
ao caminho que guardo em silêncio,
dentro de mim.

Maria Lucia de Almeida




segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Fruto da liberdade



O vento pode soprar em você
mil palavras.
Mas palavras…
são sempre palavras,
e se perdem
nas asas do tempo.

Há, porém, uma força
capaz de transformar o mundo:
o silêncio.

Nele habita a liberdade,
e nele repousa, intacto,
o guardião
de nossos segredos.

Maria Lúcia de Almeida

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Recordações


Nuvens de lembranças
São atalhos
Sinais a me guiar pelo caminho.
Lugar mágico
Que a imaginação redescobre
- recortes de saudade -
Entre as noites e os dias.

Toda a magia da viagem
Em mim carrego:
Foi riso, foi choro
Foi tristeza, foi alegria
Aromas fugazes, breves momentos
Certo alguém de minha história.

E nessa viagem das recordações
- que o tempo não apaga -
Sigo em sintonia com o vento:
Vou semeando a minha paz,
Vou colhendo poesia.


Maria Lúcia de Almeida

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Cantigas de viver


No ar
Perfumes de inverno
Vão compondo
Cantigas de viver
Que a chuva traz.
Ora sou música,
Ora danço,
Nas águas que se desmancham
Sem deixar vestígios
- numa certeza repetida -
De que sempre haverá
Um novo começo.

Maria Lúcia de Almeida