segunda-feira, 26 de agosto de 2013

No seguir do rio



Sigo.
Outras paragens me chamam.
Deixo o passado
onde o tempo já não alcança.
Procuro harmonia
como quem aprende a respirar de novo.
E, ao ver o sol
deslizar nas margens quietas,
penso:
Se pudesse, daqui não  sairia.
No fundo das águas claras,
o silêncio guarda seus segredos.
Ali, não há dor.
Nem ecos de antigas tristezas.
Tudo é pausa.
Tudo é inteiro.
E nesse abrigo invisível,
nessa paz que não se explica,
nasce, lenta, profunda —
uma beleza mística.
Que emerge em mim
como ilha.

Maria Lucia de Almeida

2 comentários:

Gilberto Vaz de Melo disse...

Adoro seus textos Lu e sinto-me um privilegiado em poder contar com esta sua digna amizade.
Tudo muito perfeito...muito lindo.

Maria Lúcia de Almeida disse...

Obrigada, pela visita meu poeta e meu amigo!
A admiração é recíproca! Você sim, é um grande poeta.
Beijos e volte sempre!